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Olhou para fora e viu a chuva se aproximar lentamente. Ventos, tempo fechando.

“Hoje vai chover cedo.” Ele disse. Seu colega de sala apenas respondeu:

“Desde que pare antes das 17...” e continuou fazendo o que estava fazendo antes.

A chuva, porém, não demoraria a chegar. Nem 20 minutos depois, ela já caia. O colega não disse uma palavra. Ele, por sua vez, olhou para fora, pensou um pouco, e se perguntou se a chuva, tendo começa cedo, teria planos para terminar cedo. Talvez tivesse. Talvez não. Quem era ele para perguntar para a chuva isso?

Então as horas passaram. As 17, a chuva não tinha ido embora. E o colega foi embora reclamando. As 18, a chuva ainda estava lá, e ele resolveu fazer hora extra. As 19, resolveu que precisaria pedir algo para comer. As 20, já tinha terminado a janta, o que tinha programado fazer naquele dia...

Sem escolha, foi embora. Enquanto andava, sentia os pés ficando molhados. E a calça molhando. A blusa não molhava porque estava com capa, mas o cabelo, o rosto...

Chegou em casa as 21 horas. Cansado. Molhado. Enquanto se secava, olhou para fora. Ainda chovia. Talvez até chovesse para sempre. (26042012)

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