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Que, em certos momentos, tudo parece difícil é um fato. Que isso costuma acontecer quando menos podemos lidar com a dificuldade é outro fato. Mas... têm coisas que fazem a gente pensar se tem ou não alguém sacaniando conosco.

Estou terminando meu mestrado. Data derradeira: 06/02/2012. Se o mundo não acabar antes (coisa que eu começo a desconfiar que não vai acontecer, não porque o mundo não irá acabar em 2012, mas porque, como eu disse, há alguém que está me sacaniando, então é óbvio que se o mundo acabar ano que vem, vai ser depois de eu terminar de escrever minha dissertação). Bastante tempo, eu acho. Até acho. Mas... desde que eu trabalhe.

Tenho falado nos últimos tempos de quanto eu gosto de escrever e ler e tal. E realmente gosto – não vou dizer que não, agora, depois de ter dito tanto que sim, para não passar vergonha, né? O problema não é gostar ou não: é conseguir ou não.

Dividindo de forma simples, chula e que você vai achar banal, existem dois tipos de escrita: a acadêmica e a literária. Se me perguntarem qual gosto mais, vou dizer sem titubear que é a literária. Mas isso não quer dizer que não goste de escrever os textos acadêmicos: apenas que não gosto tanto.

E o que tudo isso tem a ver? Porque eu estou escrevendo isso aqui? Bom, sou uma escritora dos dois tipos de escrita, e se a literária vai de vento em polpa (ou até melhor do que a encomenda), a acadêmica.....

Meu problema: trava criativa. Sim, até pessoas como eu têm travas criativas. E elas também ocorrem nos textos não-literários. É assim: quando estou ocupada, pensando em minhas milhares de coisas a fazer, penso também em como seria legal colocar isso ou aquilo na minha dissertação. Então.... eu chego para trabalhar nela e quem disse que sai? Até sai, mas nessas horas... bom, é complicado. E eu sempre acabo tendo que parar antes do final porque tenho que ir dormir.

Então você pergunta algo que eu também me pergunto muitas vezes: porque não pára de escrever essas bobagens e trabalha? Simples: porque nem só de pão vive o homem. E nem só de academia viva essa que vos fala. Se eu parar de escrever, surto. O que não significa que eu não vá surtar até o final do período que me resta. Mas... ainda não preciso. E enquanto não precisar, vou enrolando vocês, escrevendo... e sobrevivendo. Até semana que vem. (24102011 –nota; a surtada ia colocar 19 e alguma coisa 8p)

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