|
||||||
![]() |
| Eu ia falar hoje sobre as lamúrias da minha vida. Sobre o fato de eu estar me sentindo mal como eu me sentia há 10 anos, quando entrei na faculdade e blablabla. Mas... hei! Encontrei um tema mais instigante para falar: a reforma ortográfica. A reforma é algo que vem de muitos anos, mas foi assumida como oficial em 2009. Como eu brinquei na virada daquele ano: o ano começava com muitas novidades, entre elas uma ortografia totalmente nova. E, como eu disse naquela época: eu não tinha nem aprendido a ortografia antiga, agora teria que aprender a nova. Acho a ideia de uma nova ortografia curiosa. Querem que a língua portuguesa seja unificada? Ótimo. Querem que os habitantes de Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Guiné Equatorial, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe escrevamos as palavras da mesma forma? Beleza. Querem impor isso por decreto? Aí vamos parar! A língua é algo bacana exatamente por ser dinâmica. Uma língua para ser viva, precisa mudar. Precisa ser uma língua que hoje é assim, amanhã será assado. Hoje é você, mas ontem foi vossa mercê. E amanhã será cê. E um dia, não será nada. OU será outra coisa. Ou sei lá! E exatamente porque eu não sei que a língua é tão legal: ela será um dia algo que não podermos definir agora, pois se pudéssemos, não teria a menor graça.... Mas infelizmente não é tão simples assim. Os políticos e outras pessoas querem decidir e se meter. Querem determinar por lei. Querem decidir que não existe mais trema e que no para não para mais acento, e que todo mundo que usa a mesma língua deve usar a mesma ortografia. Mas... hei, isso pega? Isso realmente vai dar certo? Queria dizer, honestamente, que acho que não. Porque eu honestamente acho que não! Conheço muitos (como eu e os portugueses) que não concordam com a mudança. E olha que, para mim, as diferenças serão menos expressivas do que para os portugueses! Para eles, muitas palavras mudaram – muito mais do que para mim, como brasileira. Ah, mas é interessante unificar a língua? Por quê? A língua é viva, e permitir que ela se diferencie é parte integrante de aceitar essa “vivacidade” dela. Em alguns séculos, o português brasileiro e o português serão apenas... antigos irmãos. Como o português é com o espanhol ou o italiano ou o francês. Se não for assim, qual graça terá? A verdade é: a mudança foi feita. Agora, temos que nos adaptar. Eu diria que estou 4 aos atrasada nisso, já que prometi que só passaria a escrever na nova ortografia quando o Word me mandasse fazer tal. Agora ele está mandando sem eu ter atualizado-o. Agora terei que escrever como manda o novo dicionário. Mas, quer saber? Duvido que essa moda dure muito. Pode durar alguns anos. Algumas décadas. Séculos? Jamais. A língua, sendo viva, não permitirá que isso ocorra. O que, obviamente, não significa que estaremos aqui para ver isso..... (26032012) | ||||||
| |
|
| ||||
EUqueDISSE 2014 |
||||||