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“O corpo quer, a alma entende”.

Lembro-me de quando a música “Metal contra as nuvens” (Legião Urbana) se tornou minha “música de cabeceira”. Tá, ninguém tem música de cabeceira, mas... ela era a música que eu usava para guiar minha vida num período tenso dela – no tenso ano de 2001, quando eu me mudei para Cotia e precisei me recuperar do fato de não ter passado no vestibular, de estar morando numa terra estranha e – possivelmente – sofrendo de depressão. A parte de depressão pode ser exagerada, e agora eu acho que já faz muito tempo para eu ter certeza. Mas, de qualquer forma, algo estava acontecendo, e era algo com que eu não conseguia lidar tão bem como eu gostaria. E uma música como essa me fazia ter forças - ao menos, de alguma forma.

Agora, volto a pensar nessa música num momento chato. Um momento de luto, em que perdi alguém de quem eu gostava muito – alguém que eu admirava pela força, coragem, garra de viver e muitos outros elementos. Um momento de medo, pois a morte sempre trás a lembrança de que somos frágeis, e que nossa passagem por aqui é temporária. Um momento de angústia, de ver outros, de quem gosto, também, sofrendo.

Esse momento me faz parar por um pouco. Atualizar o site todos os dias é algo que me dá prazer, mas nesse primeiro momento eu não tenho cabeça para fazer isso. O corpo pede para eu parar um pouco, sentir um pouco. A alma, mestre e comandante da minha escrita, vai compreender que agora é uma outra hora, e eu preciso desse tempo.

O tempo será curto. Eu espero. Uma semana, no máximo. Espero encontrar alguém por aqui no meu retorno.

"E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz: teremos coisas bonitas para contar. E até lá vamos viver.”(29052012)

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