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| A vida pode ser simples como a arte. Ou a arte ser rebuscada como a vida. Você já viveu alguma experiência que parecia inimaginável? Que... dava a sensação de que aquilo deveria ser escrito por alguém, ou filmado, porque a ficção realmente merecia aquele pedaço de obra para si? Porque os outros mereciam compartilhar um pouco da sensação que você sentia naquele momento? A arte é uma das maneiras de se conseguir isso: se compartilhar momentos que queremos dividir com outros. Momentos, sensações, desejos, orgulhos... Nem tudo precisa ser bom. Não acho que Augusto dos Anjos queria compartilhar algo agradável quando escreveu, por exemplo, Versos Íntimos. Muitas vezes, escrevemos para dizer “estou bravo, estou me sentindo mal e preciso dizer isso pra você”. Ou algo do gênero. E são os textos que melhor se apresentam quando finalmente saem de nós – os textos que escrevemos quando nossos sentimentos estão a flor da pele. Podem não ser os melhor recebidos, é claro. Eventualmente, a crítica vai odiar esses textos – justamente porque provocam mal-estar. Mas... puxa! Às vezes é preciso incomodar para agradar. Às vezez não estamos interessados se estamos agradando – queremos apenas escrever. Há diversos tipos de momentos sobre os quais escrever. Os que encantam e os que incomodam. Os que são simples e os que são rebuscados. Os que imitam a arte... e os que querem imitar a vida. (14112011) | ||||||
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EUqueDISSE 2014 |
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